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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013




 Ver é bom, mas enxergar é melhor!!!



Uma das coisas que aprendi no curso de graduação em Pedagogia e busco por sua prática é que: Empresas foram feitas para gerar recursos e lucros... SEMPRE e que para isso o trabalho deve ser bem planejado, calculado e metas estabelecidas, de modo que os objetivos (liquidez...) sejam alcançados... Mas o que isso tem a ver com pedagogia?? Bem, basta pensarmos que mesmo em uma empresa automatizada para produzir toneladas e cifras em larga escala... Existe lá, bem antes da ponta, o sujeito... O trabalhador... Aquele que muitas vezes nem dorme direito preocupado com as tais metas estabelecidas pela organização... empresa, chefia, etc... Acontece, que ha uma diferença enorme em gerenciar produtos e gerenciar pessoas... pois as pessoas, não são (como dizem alguns...)  "patrimônios" ou "tijolos" da empresa... Acredito que na mesma medida, porém, de modo diferenciado, que se destaca ou se qualifica bens, o gerenciamento de pessoas deve ser  eficiente e em bons termos!!

Lembro-me quando meu pai, depois de ter trabalhado por longo tempo em uma ferrovia... Aposentou-se!! Na ocasião, ele recebeu uma carta da empresa... onde fazia os mais largos elogios à pessoa dele e os devidos agradecimentos pelos trabalhos prestados até então... Sabem o que aquele trabalhador fez??  Ele leu e releu cada uma daquelas palavras e se sentiu o mais gratificado dos servidores...
Aprendamos com a Pedagogia a gerenciar Com e para as Pessoas!!!

(M.Alida - Pedagoga)

domingo, 11 de novembro de 2012

Reticencias...

Insônia...

Deu insônia...
No sono
Foi o café...(vilão...)

Insônia...
É para quem sofre
de mal de amor,

Eu? Não.
Não sofro de mal de amor
Porque o amor é um bem!

Quando...porém
Se...
Um dia qualquer,
Deixar de ser um bem,
Deixou então de ser amor

E virou coisa
Pra se esquecer
Ou guardar na lembrança
Mas só as boas...



M. alida

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Palpitações e palpites...



CONVERSA PRA BOI DORMIR

Partindo do princípio do dito popular, o povo realmente sabe o que diz.
O povo tem em si o dom de pensar, ponderar e acima de tudo, tem a mania da tal metáfora...

Às vezes, uma palavra ou frase qualquer, dá o rumo da conversa... Sobre algumas coisas e situações rotineiras...

     Então... Vamos ao exercício...

Imaginemos um pasto verdinho... Raras e displicentes árvores “deixadas ali”, ao acaso...
Ao longe, cercas, bem cuidadas e ao fundo o vestígio de amplos telhados...

Após a primeira elevação à direita... Há um portal abobadado e circundado por imponentes mourões...
              No pasto, o boi...

Deitado sobre o tapete belo e macio..., segue sonolento, de olhar vago, alheio... Porém, soberbo...

Parece ter a noção de sua importância ali, a ruminar... Enquanto um fio de baba pende-lhe o lado esquerdo de seu maxilar...  O que parece não lhe incomodar, pois sua fisionomia segue inalterada...

Conversa pra boi dormir...

Na verdade, o que detém o fato e o dito... (popular) a palavra e a circunstância...

Pra boi dormir, qualquer coisa serve.

A conversa é que não causa nenhum efeito e não o tira do ostracismo preponderante da inércia e da indiferença daquilo que o cerca...

Não, naõ estou  a falar de bois... e sim de uma boiada que se aglomera e que se debate num mesmo cenário...cercados, encurralados pelo seu "dono"...

Neste contexto... A vida segue...   


M. Alida                                                          

Palpitações e Palpites...

Antes que meu último post faça aniversário... Voltei!!!

O texto a seguir... é a vontade de escrever sobre alguma coisa...
De expressar aquilo que mexe com meu jeito de perceber o mundo...

Nada excepcional... só Palpitações e Palpites...rsrs

domingo, 29 de maio de 2011

memórias


Pedagogia de consultório

 Morávamos no interior do interior de Santa Catarina e meu querido papai ,após planejar a viagem de trem até a cidade, me levaria ao médico para uma consulta.
Meu pai, ferroviário dedicado, só faltava ao trabalho em caso extremo.  E, eu, já me tornara um destes casos...  Ah!..Viajar de trem era um sonho real. Eu amava viajar de trem!!! Acho que ainda amo!

...Na casa dos 8/9 anos, sentia fortes dores na barriga. (abdômen é coisa de adulto)
Isto é manha! Diziam alguns, o farmacêutico, receitava laxantes e vermífugos , enquanto  mamãe fazia chazinhos, papinhas e paninhos quentes pra aliviar a dor, ou, caso fosse mesmo, “luxo de criança”, isto bastaria pra me ver bem de novo!

Ocorre que, não era nem  lombrigas e muito menos, dengo. E sim, uma apendicite bem avançadinha!
 
Chegamos afinal no consultório do doutor. Seu nome? Não me lembro! Mas não pensem que é falha de memória não! Apenas um “ bloqueio memorial” como diria a Emilia de LOBATO. Pois até hoje, recordo a cena... pós-consulta!

Naquele dia, o  doutor fez algumas perguntas ao  papai, depois ouviu meus pulmões, examinou meus olhos e mandou que eu abrisse bem a boca  como fazem os médicos ainda hoje. [Para poetas- românticos – os olhos são espelhos da alma, já para os médicos-cientistas, os olhos,  devem ser o espelho das vísceras...].

Perguntou-me aonde é que doía enquanto pressionava  onde eu apontava a dor. E, afastando-se um pouco, olhando serio para meu pai, disse: É, não tem jeito! Vai ter que ir pra FACA!  E tem que ser  logo! 

Àquelas  palavras, saltei da mesa de consulta e me agarrei no paletó de meu pai, tentando me esconder daquele médico que até então parecia bom e amigo, que ia me curar; mas , ao contrário, de repente se tornara  um velho feio e  malvado! 

Meu pai conversou mais alguns minutos com o doutor e saímos pra rua. Ufa! Que alívio!!!

Como já disse, morávamos no interior e sempre que íamos à cidade, havia muitas coisas a fazer lá, eram documentos, compras, encomendas da família e até de visinhos... E meu pai, descendente de italianos... Um cara  bonna djente! Veramente simpático!  Gostava de parar pelo caminho e  conversar com as pessoas. Mas, nesse dia eu não o deixei em paz. Puxava-o  pelo casaco e pela mão; queria ir logo embora, com medo daquele  doutor que poderia surgir no meio daquela multidão com uma faca  enorme.  O medo era tanto que eu já não sabia se meu pai poderia me proteger "daquele mosntro"...

Hoje,  me divirto com essa história, mas lá atrás, na minha infância, não teve a menor graça, não!  Graças a Deus, a medicina avançou bastante...!!!  Já  a pedagogia ... continuo otimista... 

superabraço,
M alida

 


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Poesias e Afins

Um pouco de cultura e poesia nesta correria que no final das contas... Nada, absolutamente nada se leva; a não ser a tua Paz...ou... Nem isso...porque só a leva quem a tem!!!



Sou Fã do poeta escritor curitibano Paulo Leminski. Assim, resolvi postar um texto contendo um pedacinho da sua genialidade. Cada vez que tenho oportunidade de reler, me surpreendo. Sabe, dá aquele gostinho de coisa sempre nova e de um humor incrível!!!


O assassino era o escriba


Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.

Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,

regular como um paradigma da 1ª conjunção.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,

ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito

assindético de nos torturar com um aposto.

Casou com uma regência.

 
Foi infeliz.

 
Era possessivo como um pronome.

E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.

Não deu.

Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,

conectivos e agentes da passiva o tempo todo. 

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
 


(Poema extraído do livro Caprichos e relaxos de Paulo Leminsky.
São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 144).