segunda-feira, 30 de abril de 2012

Palpitações e palpites...



CONVERSA PRA BOI DORMIR

Partindo do princípio do dito popular, o povo realmente sabe o que diz.
O povo tem em si o dom de pensar, ponderar e acima de tudo, tem a mania da tal metáfora...

Às vezes, uma palavra ou frase qualquer, dá o rumo da conversa... Sobre algumas coisas e situações rotineiras...

     Então... Vamos ao exercício...

Imaginemos um pasto verdinho... Raras e displicentes árvores “deixadas ali”, ao acaso...
Ao longe, cercas, bem cuidadas e ao fundo o vestígio de amplos telhados...

Após a primeira elevação à direita... Há um portal abobadado e circundado por imponentes mourões...
              No pasto, o boi...

Deitado sobre o tapete belo e macio..., segue sonolento, de olhar vago, alheio... Porém, soberbo...

Parece ter a noção de sua importância ali, a ruminar... Enquanto um fio de baba pende-lhe o lado esquerdo de seu maxilar...  O que parece não lhe incomodar, pois sua fisionomia segue inalterada...

Conversa pra boi dormir...

Na verdade, o que detém o fato e o dito... (popular) a palavra e a circunstância...

Pra boi dormir, qualquer coisa serve.

A conversa é que não causa nenhum efeito e não o tira do ostracismo preponderante da inércia e da indiferença daquilo que o cerca...

Não, naõ estou  a falar de bois... e sim de uma boiada que se aglomera e que se debate num mesmo cenário...cercados, encurralados pelo seu "dono"...

Neste contexto... A vida segue...   


M. Alida                                                          

Palpitações e Palpites...

Antes que meu último post faça aniversário... Voltei!!!

O texto a seguir... é a vontade de escrever sobre alguma coisa...
De expressar aquilo que mexe com meu jeito de perceber o mundo...

Nada excepcional... só Palpitações e Palpites...rsrs

domingo, 29 de maio de 2011

memórias


Pedagogia de consultório

 Morávamos no interior do interior de Santa Catarina e meu querido papai ,após planejar a viagem de trem até a cidade, me levaria ao médico para uma consulta.
Meu pai, ferroviário dedicado, só faltava ao trabalho em caso extremo.  E, eu, já me tornara um destes casos...  Ah!..Viajar de trem era um sonho real. Eu amava viajar de trem!!! Acho que ainda amo!

...Na casa dos 8/9 anos, sentia fortes dores na barriga. (abdômen é coisa de adulto)
Isto é manha! Diziam alguns, o farmacêutico, receitava laxantes e vermífugos , enquanto  mamãe fazia chazinhos, papinhas e paninhos quentes pra aliviar a dor, ou, caso fosse mesmo, “luxo de criança”, isto bastaria pra me ver bem de novo!

Ocorre que, não era nem  lombrigas e muito menos, dengo. E sim, uma apendicite bem avançadinha!
 
Chegamos afinal no consultório do doutor. Seu nome? Não me lembro! Mas não pensem que é falha de memória não! Apenas um “ bloqueio memorial” como diria a Emilia de LOBATO. Pois até hoje, recordo a cena... pós-consulta!

Naquele dia, o  doutor fez algumas perguntas ao  papai, depois ouviu meus pulmões, examinou meus olhos e mandou que eu abrisse bem a boca  como fazem os médicos ainda hoje. [Para poetas- românticos – os olhos são espelhos da alma, já para os médicos-cientistas, os olhos,  devem ser o espelho das vísceras...].

Perguntou-me aonde é que doía enquanto pressionava  onde eu apontava a dor. E, afastando-se um pouco, olhando serio para meu pai, disse: É, não tem jeito! Vai ter que ir pra FACA!  E tem que ser  logo! 

Àquelas  palavras, saltei da mesa de consulta e me agarrei no paletó de meu pai, tentando me esconder daquele médico que até então parecia bom e amigo, que ia me curar; mas , ao contrário, de repente se tornara  um velho feio e  malvado! 

Meu pai conversou mais alguns minutos com o doutor e saímos pra rua. Ufa! Que alívio!!!

Como já disse, morávamos no interior e sempre que íamos à cidade, havia muitas coisas a fazer lá, eram documentos, compras, encomendas da família e até de visinhos... E meu pai, descendente de italianos... Um cara  bonna djente! Veramente simpático!  Gostava de parar pelo caminho e  conversar com as pessoas. Mas, nesse dia eu não o deixei em paz. Puxava-o  pelo casaco e pela mão; queria ir logo embora, com medo daquele  doutor que poderia surgir no meio daquela multidão com uma faca  enorme.  O medo era tanto que eu já não sabia se meu pai poderia me proteger "daquele mosntro"...

Hoje,  me divirto com essa história, mas lá atrás, na minha infância, não teve a menor graça, não!  Graças a Deus, a medicina avançou bastante...!!!  Já  a pedagogia ... continuo otimista... 

superabraço,
M alida

 


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Poesias e Afins

Um pouco de cultura e poesia nesta correria que no final das contas... Nada, absolutamente nada se leva; a não ser a tua Paz...ou... Nem isso...porque só a leva quem a tem!!!



Sou Fã do poeta escritor curitibano Paulo Leminski. Assim, resolvi postar um texto contendo um pedacinho da sua genialidade. Cada vez que tenho oportunidade de reler, me surpreendo. Sabe, dá aquele gostinho de coisa sempre nova e de um humor incrível!!!


O assassino era o escriba


Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.

Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,

regular como um paradigma da 1ª conjunção.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,

ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito

assindético de nos torturar com um aposto.

Casou com uma regência.

 
Foi infeliz.

 
Era possessivo como um pronome.

E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.

Não deu.

Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,

conectivos e agentes da passiva o tempo todo. 

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
 


(Poema extraído do livro Caprichos e relaxos de Paulo Leminsky.
São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 144).














terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Reticências...

Fim de ano...

entre o peso e a medida...


Engraçado é o tempo... Aliás, engraçado, pode não ser a melhor palavra para definir tão importante sujeito... O Tempo! Poderia ser outros tantos, por exemplo: interessante, desafiador, causador, vejam: causa-dor... Nossa! Esta palavra é suspeita, tipo... “ o culpado é sempre o mordomo...” Não é que o Tempo cause dor... Ao contrário... Ele , às vezes... só...tem o efeito contrário... Porque tem coisas que nem o tempo , nem as teorias de Freud, dá jeito... de modo que simplesmente prefere-se reviver e não viver, esta é que é a verdade... Revivendo tem-se a impressão de que o tempo parou ali! Ledo engano! Já dizia Cazuza...”O tempo não para...NÃO!!!” Talvez aí esteja uma verdade muito além da poesia...

Enfim, Mas o que me trouxe esta questão é que estamos no final de mais um ano... e isso merece uma reflexão, pelo menos penso que sim, porque comemoramos o nascimento de Jesus! Sim, isso é suficientemente o bastante pra se comemorar, afinal foi à partir daí que tudo começou ou melhor...Se Renovou!! De fato, para mim... para você...para todos nós. Mas e nós? O que fizemos este tempo todo para justificar tamanha comemoração?! Troca de presentes, férias, festas, abraços...muitos! Claro! Tudo isso é bom, mas será só isso?? Me parece que mais uma vez, tudo fica na superficialidade...


Como seres pensantes e de convívio social que insistimos em repetir Ser... à vezes parecemos estar mais para idade da pedra do que para  a era tecnológica... Evoluímos em relação ao tempo e regredimos em essência... Não somos mais os mesmos... e nem poderíamos ser, afinal, novamente, culpa do Tempo... que tudo inventa...acrescenta...Tornando-nos mais ou menos equilibrados ou não,  entre o peso e a medida!

Neste contexto, podemos tomar a educação por exemplo... Como a temos? Como a vemos e Como a queremos?? Já faz um tempão... que se discute as questões da educação, e todos sabemos que a realidade sócio-educativa hoje é preocupante demais ... Afinal,  quem  é o educando de nosso tempo? Quem educa quem?  Qual é o papel da família? E o papel da escola? E do governo? Já temos algumas teorias como respostas... sabemos que de um jeito ou de outro, todos tem sua parcela à contribuir; mas o que mais me entristece com a situação é que os ditos especialistas nas questões social e educativa fazem diagnósticos, dão seu parecer , apontam caminhos...mas não avançamos... Andamos na contramão?! Talvez!

Vejamos: responsabiliza-se a escola e mais diretamente o professor(a) pelo ensino e aprendizagem do aluno, tipo CQC... isso mesmo: custe o que custar... às vezes até a própria vida ! O que temos: salas superlotadas e professores com carga horária extensiva, sem tempo para planejar como deveriam, com raríssimos cursos de capacitação... Exige-se competências e habilidades... Mas Onde buscar isso meu Deus!! Nas universidades de curso vago? Nas pesquisas via Net? Ou... na prática diária entre aviõezinhos e tocos de giz ou ainda... cadeiradas, xingamentos e palavrões...?!

Por que apesar de a classe hoje estar mais unida e consciente de sua importância social,  ainda não se sabe pra onde iremos?! Nesse ritmo alucinante de agressividade entre os alunos e contra professores... Um educador para atender 30/40 educandos ou mais... é quase impossível que haja aproveitamento... Não se faz mágicas e muito menos milagre em sala de aula... Não em nosso tempo...

Eu sei que este, pode ser um discurso já um tanto desgastado e gostaria muito se houvesse , repito, o equilíbrio entre o peso e a medida... Em resumo: Se os educadores ( família, governo, escola, sociedade...) não conjugarem as ações que de fato priorizem a criança e o adolescente – seja de que classe ele/ ela pertença; sempre estaremos perdendo terreno para o “lobo em pele de cordeiro”, sob o pseudônimo de mídias, famílias desanimadas, professores despreparados, políticos corruptos, marginais etc, etc...

É preciso Mais!  Responsabilidade, consciência, dedicação, afeto, amor... No ato de educar!!

E Quando isso florescer o Tempo irá fluir e não simplesmente passar...

Para finalizar, queria continuar escrevendo sobre sonhos... mas sonhos possíveis... Como Aquele da noite de Natal... Como Naquele tempo... Quando uma estrela surgiu... e iluminou toda a Terra... e Deus veio morar entre nós...



Um Abençoado Natal !!!



Superabraço,



M.alida

domingo, 26 de setembro de 2010

Reticências...


F e l i c i d a d e

Muitas vezes me pergunto sobre essa palavra tão suave, linda, doce, desejada, mas, tão distante... Houve um tempo em que pensei que ser feliz bastava ter uma família, pai, mãe, irmãos, casar... Noutra vez, imaginei que ser feliz era... gerar filhos, educar, endurecer quando preciso e se derreter quase sempre...

Felicidade me parecia ser uma conseqüência na vida de todas as pessoas que como eu, sonhava modestos sonhos... Nada de tão maravilhoso como nos contos de fadas... Nada de castelos, carruagens, trenós e jardins mágicos... Nem de potes de ouro e jóias preciosas, de caros vestidos e tapetes vermelhos... Ah! os tapetes... Descobri que é preciso muito, muito mais que belos tapetes onde pés tão incertos possam caminhar...

Percebo então, que a felicidade deve ser aquilo que tenho e sou... Mas, o que sou? Realizei coisas relevantes, sim... gerei, plantei uma dezena de árvores... Não , não escrevi um livro, mas há uma enciclopédia inteira e, em cada capítulo... Um novo drama, uma esperança, um passo adiante, ou apenas um novo sonho... uma feliz-idade.

Será então, que a felicidade é apenas sonho que teimosamente decidimos sonhar? Que a felicidade está no sonho e no desejo de realizar? Que é na travessia que se está vivo pra vida?!! Felicidade será uma questão neural?? Deve ser que essa “cadeia” de bilhões de neurônios... Dificulta a captação da sutileza de ser e estar feliz? E, afinal, por que me faço essa pergunta tão difícil, hem ??.

Recentemente li uma frase de Chales Chaplim... “ O cérebro é o melhor brinquedo já criado, nele estão todos os segredos, inclusive o da felicidade.”


B-a-c-a-n-a isto! Mas dá pra simplificar ô Chales...

superabraço,
M. alida